terça-feira, 24 de agosto de 2010

A Arte do Silêncio

pipocado por Gabriela Leite às 9:08:00 PM
e então... 
Eu me pergunto qual deveria ser o objetivo dos compositores eruditos. Sem dúvida muitos deles por terem a habilidade musical, buscaram fama e prestígio. Baseando-se no mais antigo, como Plestrina, Salibri ou Bach, eles escreviam músicas direcionadas a Deus, ou para a Igreja. Será que todas elas não seriam de cunho popular? Como a técnica tem um sentido mais profundo se é superficialmente ligada ao entretenimento? Schubert revolucionou o modelo de orquestração com a ajuda de um príncipe (não me recordo o nome), padronizou o modelo de quatro movimentos, 1º Allegro, 2º Lento ou Adagio, 3º Minueto e o 4º e último Vivace ou Presto. Ele também padronizou o quarteto de cordas, e que, aos 38 anos já tinha feito mais de  83 músicas para quartetos. Cada um com seu modelo, Bach, Haydn, Mozart, Chopin  Debussy, Beethoven, Wagner, Rachmaninoff entre outros marcaram a música com seu estilo próprio, Chopin com suas harmonias e sentimentalismo no modelo Contable, Rachmaninoff com seus acordes e expressões fortes, Mozart com suas variações inovadoras para a época e Debussy com seu hexafonismo. As variações dos modelos são modificadas por período e o nosso período ainda não está maduro o suficiente, com todo o conhecimento, com tantos livros e estudos, a arte contemporânea é vazia e pobre de significado. Os mestres da música ou da pintura contribuíram imensuravelmente para o desenvolvimento dos mesmo, não sei como será o futuro (e hoje mesmo), tudo está se tornando mecânico, rápido e sem sentimentos, como esse texto.

Texto feito por Fábio Bruno. 
Por algum imprevisto, o mesmo me pediu para que estivesse digitando seu texto e postando. Então, o nome é meu, mas não é meu dia, nem meu texto e sim do nosso caríssimo, Fábio que resolveu postar hoje. 

1 comentários on "A Arte do Silêncio"

Pércio Faria Rios on 25 de agosto de 2010 11:21 disse...

Que prazer eu tenho em ler o Fábio Bruno! Principalmente em ler o Fábio Bruno falando sobre música erudita. Por mais que eu não entenda patavinas, fico com a sensação gostosa de que não preciso entender. Há coisas na vida que são assim mesmo: não precisamos entender, só temos de nos deliciar. Os devaneios, as divagações ou as informações do Fábio Bruno, muitas vezes, são uma dessas coisas. Às vezes há uma essência por trás de tudo que não faz necessário entender o tudo.
Excelente! Gostei muito do texto.

 

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