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Pipocando boas ideias em 140 caracteres.

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terça-feira, 30 de março de 2010

Licença poética

pipocado por Pércio Faria Rios às 2:02:00 PM
e então... 
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Numa tarde amena, dessas de quinta-feira, fui ao aeroporto dar entrada no pedido de minha licença poética. Estava pensando em viajar sem ter ainda um destino, mas, de antemão, a licença era importante. Talvez eu fosse a Atlântida, não sei, ao Reino das Águas Claras... Quiçá à Maracangalha ou à Pasárgada. Macondo ou Além do Horizonte também eram possibilidades. Por hora não me era interessante outra coisa senão tirar o tal alvará: agilizando o porvir agora no presente, não teria tanto trabalho mais futuramente.
Pelo caminho havia um ganso azul decorado com fitilhos verde-bananeira. O animal estava sobre a careca de um homem branco que tinha só a perna direita e o apelido de Brigadeiro. O homem parecia bem fumando seu cachimbo com o ganso ali, talvez nem houvesse dado conta do bicho enorme em seu couro ex-cabeludo. Quase fraturou seu solitário membro inferior quando passou perto do lago, vendo dentro d’água um monstro enorme com duas cabeças, uma pequena engenharia fumegante despontando da boca mais baixa, duas orelhas azuis enormes na cabeça de cima e só uma perna esquerda. Brigadeiro fugiu aos solavancos do lago e da história. 
Remoendo ainda alguma curiosidade sobre o acontecimento anterior, cheguei ao aeroporto. “Entra pra dentro”, disse logo um sujeito à porta. Na dúvida, perguntei-lhe: ”o senhor é simples ou composto?” Oculto eu já sabia que ele não era: por estar ali bem à minha frente. Para minha surpresa, “o meu nome é Choveu”, foi a resposta lutuosa do sujeito. Logo soube que não existir era um de seus predicados. Tive compaixão dele, até descobrir que minha compaixão também não existia; era uma pena, mas já tinha sido levada pelo vento. Comecei a pensar se o homem era algum tipo de alucinação, esquizofrenia ou só não existia mesmo. Descobri, então, a pólvora: “eu existo!”, e ergui, em riste, o indicador: “penso, logo existo.” Já havia me esquecido do sujeito...
Dirigi-me, assim, à atendente, que me respondeu “sim.” Fiquei confuso e ela completou “Sim, tem dente.” Eu disse que não era bem aquilo e ela me recomendou de bate pronto um restaurante à la carte, a três quadras dali. Fiz uma pausa, tentando imaginar uma forma de contornar aquela situação. A moça, como se lesse pensamentos, me deu uma hidrocor, indicando a barra de sua saia para que eu começasse por ali. Sem ter pra onde desviar o jogo, e receoso de mais uma pegadinha, perguntei com um semi-grito abruto “Como faço pra tirar minha licença poética?” Ela então mudou a expressão facial. Parecia estar virando o disco para o lado B: “Por teu oportuno comportamento, importante, porto-me como a porta-voz do porteiro português de pequeno porte. À porta do porto não importa se exporta ou se importa, portanto, não porte-se como portador de portentosos portuários. O porteiro português se comporta como o porta-bandeira porto-alegrense da Portela, importando-se com teu comportamento. Não lhe mostre seu porta-níqueis portátil de Porto Rico. Nem se importe com o porto-velhense perto do repórter portenho à porta. O porteiro, no porta-aviões, far-te-á portador da licença.” Abilolado na velocidade cinco com as palavras da moça, ainda ousei perguntar o nome do porteiro. “Osório”, ela respondeu para o meu alívio. 
Segui suas ordens ao pé da letra, mesmo que ela só tivesse o esquerdo ou o direito. Negociei com Osório em santíssima paz, tomando o cuidado de nunca me mover ou dizer nada quando não solicitado. Nem tentei suborná-lo quando pensei em fazê-lo. Peguei a licença. Tomei, então, uma porretada da dúvida: eu era um licenciado ou um licencioso? Resolvi que não tocaria nesses termos. Descobri que não faria diferença; e tive um clarão ao lembrar-me de que havia recusado a hidrocor da bela e desvairada moça. Resolvi também que não pensaria nem tão cedo numa viagem. Ou melhor, em outra viagem. Não que eu houvesse desistido: tinha uma pedra no meio do caminho. 

domingo, 28 de março de 2010

A Arte da Negação

pipocado por Gabriela Leite às 4:50:00 PM
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Dia 28 de Março de 2010 às 17:00

Eu não troco um bêbado por um sóbrio, mesmo que um sóbrio esteja bêbado, eu não troco um doido por um sujeito todo bem informado, atualizado e dentro da última modinha, eu não troco um doido, aliás, por nada nesta vida, eu não troco uma puta por uma moça de família cheia de fantasias tão de acordo com a última moda nos salões das velharias, eu não troco a selva africana pela tua estrada cercada de flores amarelas, eu não troco a minha guimba de cigarro pelo teu gel no cabelo, nem a minha última peça de roupa amassada por esse teu sorriso besta, eu não troco a minha falta de vontade pela tua ambição, nem as minhas pernas frágeis pela tua academia, eu não troco o beijo de minha mãe doente pelos beijos dados na tua última balada, em dezenas de menininhas todas tão lascivas e afetadinhas, eu não troco a tua boça de machão pelo meu amor pelas mulheres, e eu não troco a minha ignorância pela tua esperteza e safadeza, nem meus dois únicos amigos pelas tuas duas ou três contas no Orkut, FaceBook, o escambau, lotadas e vazias, eu não troco a minha falta de jeito, pela tua habilidade com futebol, basquetebol, sinuca, poker e jogo do palitinho, tudo aquilo que te faz esquecer que perder é o maior aprendizado que se pode ter e que perder de propósito é ainda mais interessante e alucinante, quando então a gente simplesmente para pra pensar e vê o quanto tudo pode ser tão besta e sem propósito, e eu não troco a minha raiva pela tua educação, polidez, diplomacia, nem a minha busca de sentido pela tua última teoria, eu não troco o futuro que eu não vou ter, pela tua casa própria, por tuas viagens, por teu guarda-roupa com a última coleção, datada, eu quero este instante, na forma como ele é, problemático, caótico, desastrado, sem planejamento nenhum, descuidado, deprimente, consciente, sensível, inesperado e indescritível, e não troco o desastre que foi minha educação por tua MBA na FGV, eu quero o meu idioma fora de toda cartilha, o meu pensamento fora de todo esquema, a minha curiosidade no cimo das árvores, longe dos homens, longe da cidade, e mais próxima do que for, desde que seja qualquer outra coisa. Eu não troco estas mãos por tudo o que apenas elas tocaram, nem estes olhos pelo que não souberam enxergar, nem este coração envelhecido, nem as sobras do meu fígado, nem as sobras do meu prato, nem o meu prato que é de papel, e ainda menos a fome com que a vida me ensinou a arte da negação.

(Autor(a), quem é você?)

Do blog Quase Colorida

(Adaptado por Gabriela Leite)

quinta-feira, 18 de março de 2010

Romântico é uma expécie em extinção

pipocado por Neto às 6:41:00 PM
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Muitas pessoas usam a palavra romântico para designar certas atitudes, como oferecer flores para a namorada, apreciar um bonito pôr-do-sol, namorar numa noite de lua cheia, etc. Entretanto, essa palavra, quando se refere a traços do Romantismo, movimento artístico, tem um sentido diferente: significa exaltado, heróico, idealizador, sonhador, sentimental, etc.
Apesar dessas diferenças, o homem romântico da era do romantismo e o dos tempos atuais têm algo em comum: sentem-se deferentes dos outros seres humanos, colocam as ideas e os sentimentos acima dos interesses materiais e cotidiano, valorizam a emoção em uma sociedade voltada ao materialismo e ao egocentrismo.

Românticos são poucos
Românticos são loucos desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro é o paraíso

Românticos são lindos
Românticos são limpos e pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha e sem juízo
São tipos populares que vivem pelos bares
E mesmo certos vão pedir perdão
E passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão
(Romãntico é uma espécie em extinção)
(Vander Lee)

terça-feira, 16 de março de 2010

Duvido

pipocado por Laís Brum às 4:41:00 PM
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Dando continuidade aos textos sobre as mulheres, em homenagem ou não ao nosso mês, falo sobre tão nobres criaturas.
Somos seres inigualáveis, e isto não é nenhum tipo de clichê de feminista, pois não sou uma, apenas estou falando que não há o que se compare a nós, por diversos motivos: duvido que o Elvino, (o Word quis corrigir esse nome para Etelvino), tenha se deixado conquistar tanto por um amigo ao invés da Ana Clara e da Gabi, ou admirado tanto um professor, e isso não tem nada a ver com meninos, na sua maioria, preferir meninas. Duvido que um homem consiga ser feliz e fazer outros felizes usando Always com abas uma vez por mês. Também duvido que um homem consiga se perder da Rodoviária até a Parada Obrigatória (DUAS VEZES) com tanta facilidade, ou dar informação a um viajante para virar na rua que você conhece há 16 anos e que é contra- mão. (Mulher não tem senso geográfico, fato). Duvido mais uma vez dos homens: eles não conseguem ter um nível de responsabilidade maior que o nosso (se pararem pra olhar, vão perceber que a maioria do pessoal que não cumpre o dia de postar por aqui são homens). Continuando a duvidar: homens não conseguem fazer mais de duas coisas inteligentes simultaneamente, tente ouvir uma música com a televisão ligada de fundo e resolver logaritmos, não que isso seja super fácil para nós, mas conseguimos fazer com toda certeza. (e se alguém passar em frente à televisão do fundo, saberemos descrever em detalhes a sua roupa).
Falando em roupa, duvido que homens consigam usar uma roupa sem repeti-la em um bom espaço de tempo ou fazê-la parecer nova mesmo que já a tenha usado um monte de vezes.
Duvido de um monte de coisas sobre a tão considerada “superioridade masculina”.
Mas o que eu mais duvido é da possibilidade de uma mulher ser feliz sem um homem.

OBS.1: Esse texto aborda atitudes e comportamentos da maioria das mulheres e homens, porém, toda regra tem sua exceção.
OBS.2: Dedico a linha destacada deste texto , para os meus amigos, que superam o carinho que tenho por muitas meninas: Diego, Richard e Netto.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Clichê

pipocado por Diego Augusto às 1:58:00 PM
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Segunda-feira, 15

É legal esse negócio de vasculhar a mente. Uma vez por mês, no mínimo, eu abro a gaveta das inspirações. Está em tempo, afinal eu preciso falar mais alguma coisa bacaninha para vocês. Bom, abri a gaveta e dei de cara com o oco, e o pior é que ele se expandiu e me engoliu, numa fagocitose épica, como se eu fosse um menino mau e estivesse onde não devia. Nisso eu entendi que estava numa anestesia literária tão grande que mal poderia escrever uma bula de remédio aqui.

A bula não sai mesmo. Eu bem que poderia, no mínimo, escrever a parte de “informações ao paciente”, já que vocês tiveram saco de chegar até aqui no texto, mas tenho medo dos efeitos colaterais que podem acontecer quando um de vocês esbarrar comigo na rua. Eu já levei uma pedrada na cabeça. Dói.

Céus! não dá espremer nem mesmo um bilhete de geladeira - ou um cravo - de mim agora. Acho que vou enviar o texto para os vendedores do ShopTime, eles vão atribuir umas 20 funções para esta porcaria, e minha auto-estima vai voltar ao normal para o mês que vem. Mas postar em março, ah, não vou mesmo.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Mulheres Alteradas

pipocado por A. às 7:38:00 PM
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10 (11 – quase 12) de março de 2010.

A gente acorda como a música Telegrama de Zeca Baleiro, “com uma vontade danada de mandar flores ao delegado de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria”, mas logo logo o tempo muda, se fecha sem previsão e quase acaba em Tsunami por conta do nosso mau humor. O mundo é assim, tão dividido entre antes e depois de Cristo, mas classificado com dias de TPM e dias sem TPM.
Não que eu queria falar dessas coisas, mas é que eu quero falar dessas coisas. Não que eu fosse escrever esse texto, mas como não escrever um texto? Pega sorvete pra mim? Mas sorvete engorda! Não acredito que você não me elogiou, mas se elogiar vou te de chamar de falso. Porque você está fazendo isso? Choros. Gritos. Algumas dão tapas, outras choram mais um pouco. Até pela árvore, até pelos corais que estão sendo extintos, até pelas tartarugas protegidas pelo projeto TAMAR.
Tentamos falar que estamos normais, não gostamos de assumir nosso momento completamente vulnerável. Criamos desculpas e problemas. Colocamos nossos pais entrevados em uma cama para não dizer que estamos chorando porque o Tom não pegou o Jerry mais uma vez. Falamos que a culpa é toda sua e não ouse, de forma alguma, perguntar se estamos naqueles dias. Sem pensar duas vezes te mataríamos com uma caneta e de uma forma sarcástica seríamos capazes de falar que era uma tentativa de traqueostomia para salvar sua vida.
-Eu já não disse que estou calma??? Por que não para de respirar??? O barulho da sua expiração está me incomodando!
É assim que somos todos os meses por mais que não tenhamos culpa. E por mais que sem culpa, até peço desculpas. Sei que o mundo não entende, mas obrigada por nos aceitarem bem.

terça-feira, 9 de março de 2010

As Mulheres de minha vida

pipocado por Elvino Pinheiro às 9:13:00 AM
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08 (ou 09) de março de 2010.


Minha primeira experiência com aviões e aeroportos, no último carnaval, foi quase cinematográfica. Flertar com uma gaúcha lindíssima no saguão do aeroporto, sem que eu fizesse nenhum esforço, e depois (como num passe de mágica!) ela desaparecer no avião foi bem surreal. Porém, o pior (ou melhor) estava por vir. Escolhi as poltronas da janela. Claro, nunca havia viajado de avião, e não poderia perder esta oportunidade. Só que, o que eu não contava, era com o cidadão que sentaria ao meu lado. Eu contava que viajaria tranquilo, lendo nas 2 horas que separariam Porto Alegre do Rio. Porém, antes mesmo do avião decolar, ele começou a puxar assunto comigo. Disse que não dormiria a viagem inteira, que não conseguia dormir. Começou a falar de sua profissão, e então percebi que não conseguiria ler. Falou sobre como as empresas aéreas cortam despesas nos biscoitinhos e no refrigerante servidos durante o voo. Mal aterrisamos em Curitiba, para uma escala, ele já estava falando sobre sua família, sobre as mulheres gaúchas (lindas, lindíssimas!!!), e revelou uma tese: um homem não se satisfaz com apenas uma mulher em sua vida. Constrangido, contou-me sobre a filha, de 8 anos, que teve com uma mulher que mal sabia o nome, depois de 30 anos de casado, 5 filhos e 1 neto. Mas justificava-se, com a tese que um homem não se satisfaz com apenas uma mulher.

Achei aquilo o cúmulo, mas não o condenei. Poderia acontecer com qualquer pessoa, principalmente com pessoas como ele. Porém, ontem, fui obrigado a concordar (em partes) com ele. Minha vida não seria a mesma se eu "tivesse" apenas uma mulher. Sim, assumo que minha vida é composta por mulheres, no plural. A primeira foi e continua sendo minha mãe, Ana, com toda a sua força, e seus ensinamentos, e senso de fazer o que é certo. Quem nunca teve uma queda por uma professora? Laurinha, minha professora, amiga, e alma gêmea. A única que desfila em meu coração em formato de cruz de malta com uma camisa tricolor. Por uma confusão de datas não acabamos juntos para sempre. Ana C., a menina inteligentemente ruiva e adorável, que me arrebata com seus textos, e que sabe (quase) tudo sobre mim, e me deu o embrião do texto. E não posso me esquecer da Gabi, a garota mais incrível que já conheci, e que me presenteou com sua amizade e cumplicidade.

Sim, dedico este texto às mulheres de minha vida. E eu assumo: sem elas, eu não existiria.

*****

Da série: Poesia numa hora dessas?

O Amor

O Amor é byte que passa e não se vê
Celular que vibra e não se sente
É o emoticon que aparece sorridente
É eternamente ter tu no Twitter.
(Cia. Mambembe de Humor Olaria GB)

quinta-feira, 4 de março de 2010

É cada um por si só

pipocado por Lilian às 7:02:00 PM
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O capitalismo move o mundo moderno. Certo, e quem sou eu para discordar disso?! Afinal, ele é necessário para se ditar algumas regras e colocar ordem na casa. Porém, o que ele é ou como é visto?! Seria mesmo o capitalismo um vilão da sociedade e o estopim da desigualdade social? Ou seria o homem, que mergulha nessa prática, se afoga e hesita em pedir socorro?

O ponto de vista aqui não é focado no sistema atual que move a maior parte do mundo, mas sim na humanidade que não se contenta com pouco, que busca o status como forma de sobrevivência, que valoriza o dinheiro mais do que a própria vida. Aquele homem que passa horas planejando como adquirir mais dinheiro (quando muitas das vezes já tem mais do que o necessário) ao invés de dedicar horas planejando um final de semana com a família; aquele que tem tempo de sobra para discutir os índices da bolsa de valores mas não sobra tempo para retribuir o abraço de um filho que o espera chegar do trabalho; aquele que se faz superior a todos e não mede esforços para ganhar mais, mesmo que para isso é preciso prejudicar o próximo; aquele que age com frieza ao menosprezar o trabalho de um flanelinha ou um gari (afinal até o renomado repórter Boris Casoy fez isso em cadeia nacional); enfim... aquele mesmo indivíduo que não consegue compreender a luta de uma família de classe baixa que tenta sobreviver com a metade de um salário mínimo e a bondade dos outros (até porque também não dá para generalizar e dizer que no meio disso tudo não haja mais pessoas que preguem a solidariedade).

Cá entre nós, a questão não é o sistema operante (capitalismo, socialismo, ou o que mais for), mas sim a humanidade que distorce o sistema e a visão de mundo atual. A indignação é com o homem que, enquanto sobe degraus, pisa em quem ele encontra pelo caminho, se esquecendo da hipótese de que um dia, quem sabe, poderá encontrá-los na descida. A verdade é que enquanto o homem faz do capitalismo a razão de todos os males, ele (sem perceber, ou não) vai se tornando cruel e racional em algumas de suas atitudes.

Há uma música do Titãs que retrata um pouco disso. Em um dos seus versos ela diz "Homem Primata / Capitalismo Selvagem / Eu aprendi / A vida é um jogo/ Cada um por si". Lendo esses três últimos versos eu me pergunto: Será mesmo o capitalismo que é selvagem ou ele só foi usado como um adjetivo no lugar errado a fim de amenizar um pouco as coisas?! Se for parar para analisar grande parte (não toda) da música, até o próprio autor tentou camuflar algo que está gritante na letra, demonstrando a visão de fora sobre alguém que se encaixa em todo esse esquema.

Não estou aqui defendendo o capitalismo e colocando-o nas alturas. O problema nele e nem no seu elemento chave chamado capital, mas sim na ganância e soberba que invade e contamina, cada vez mais, a mente humana. Não vai ser uma mudança de sistema econômico que trará a solução de todos os porquês. Muito menos a escolha de um líder político com uma receita e método em mãos a serem seguidos.

Eu prefiro acreditar, mesmo que ainda, que a resposta é simples e pode ser encontrada no pouco de consciência, dignidade, ética e moral enterradas em algum lugar do coração e cérebro humano.
 

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